Depois de passar 20 dias sem celular, criei em mim mesma uma ilusão de com ele eu me sentiria menos sozinha.
Mas nem todas as mensagens do whatsapp ou notificações de aplicativos diversos preenchem o vazio desse apartamento quando o sol se põe.
Você sente como se precisasse falar com alguém e até pensa em algumas pessoas específicas, mas no fundo sabe que ou elas não se importam ou não saberiam dizer a coisa certa. Então você olha pela janela, acende um cigarro talvez, e espera uma chuva que não quer cair. Basicamente, espera, espera algo que não se sabe muito bem o que, mas espera que quando ele chegar, a espera termine e o vazio do apartamento escuro (não há necessidades de luzes se só está você aqui) se preencha desse algo.
Mal sabemos, ou talvez simplesmente não ousamos admitir que esse vazio não está fora, vem de dentro, onde algo grita bem alto "ninguém se importa" e mais uma vez você pensa em um cigarro, para tentar, em vão, silenciar a voz.
Todo o tempo perdido, as horas que foram deixadas pra trás, as respostas que nunca vamos encontrar.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
Sobre a insignificância.
quinta-feira, 18 de dezembro de 2014
Escrita livre: Limpando a mente.
Perdoando Deus, é isso que tenho feito, esse conto fala tanto sobre mim que nem sei como não tem meu nome.
É engraçado, eu me fundo as pessoas das quais eu gosto. Aos poucos vou gostando do que elas gostam e falando como elas, rindo como elas... Se isso é saudável? Acho que não. Mas não sei, só sei que sou assim
Eu preciso parar de gostar de ficar triste.
Mas a tristeza me inspira.
É isso.
O que posso fazer?
Sem você. Sem Ninguém.
Eu não devia ouvir Fresno escrevendo. Isso me deixa muito emocional. Como se eu conseguisse não ser emocional. Não há paz.
Não ha paz. Não há.
Estranho como tudo volta pra ele.
Ele consome minhas energias.
Eu devia larga-lo.
Mas foi tão ruim da última vez. Como vou aguentar aquilo de novo.
Eu mudei, eu sei, tenho mais pessoas que entendem essa situação do meu lado.
Mas é como cair de precipício.
Toda vez que penso nisso. Nenhuma coisa na minha vida é certeza como ele é.
Nenhuma
É triste.
Mas é verdade.
Eu sei que isso é problemático. Eu sei. Eu talvez devesse procurar um psiquiatra.
Eu imagino ele lendo isso, pensando em como sou dramática.
Ele entende? Talvez.
Ele não entende como será difícil deixa-lo.
Ele acha que eu me viro bem sem ele.
Mas não é bem assim.
Nunca é.
Estou com medo.
Medo de acabar e não achar alguém que preencha esse lugar que ele deixará na minha vida.
Ele me faz mal as vezes, mas me faz bem como ninguém.
Como lidar com tudo isso?
Onde acho um manual de instruções para vida? Cansei de ir por ai atrás de respostas. Elas existem? Não sei. Não sei de nada.
O que fazer com toda essas ideias que não sei colocar na prática e todo esse sentimento e todo esse desespero?
Não sei não sei não sei não sei não sei
nem escreve-los eu sei.
Oh Deus, por que me abandonaste?
Por que? Se sabia que eu não era Deus,
O homem atrás do óculos e dos bigodes
Drummond Drummond
Poesia é foda.
As vezes diz tudo, as vezes diz menos do que eu queria que dissesse.
Eu fui pra Minas. E Minas ainda há.
Fiquei aliviada.
A estrada é boa. Eu viveria nela. Quando estamos lá nada importa.
Eu viveria e morreria na BR 341
Eu não sei se é esse número certo. Mas estamos aí.
quero coisas que eu não sei o nome
não quero coisas que não sei como pronunciar
como lidar com todo esse querer
como? como?
NÃO SEI
NÃO SEI
NÃO SEI
(mais sobre escrita livre no link)
É engraçado, eu me fundo as pessoas das quais eu gosto. Aos poucos vou gostando do que elas gostam e falando como elas, rindo como elas... Se isso é saudável? Acho que não. Mas não sei, só sei que sou assim
Eu preciso parar de gostar de ficar triste.
Mas a tristeza me inspira.
É isso.
O que posso fazer?
Sem você. Sem Ninguém.
Eu não devia ouvir Fresno escrevendo. Isso me deixa muito emocional. Como se eu conseguisse não ser emocional. Não há paz.
Não ha paz. Não há.
Estranho como tudo volta pra ele.
Ele consome minhas energias.
Eu devia larga-lo.
Mas foi tão ruim da última vez. Como vou aguentar aquilo de novo.
Eu mudei, eu sei, tenho mais pessoas que entendem essa situação do meu lado.
Mas é como cair de precipício.
Toda vez que penso nisso. Nenhuma coisa na minha vida é certeza como ele é.
Nenhuma
É triste.
Mas é verdade.
Eu sei que isso é problemático. Eu sei. Eu talvez devesse procurar um psiquiatra.
Eu imagino ele lendo isso, pensando em como sou dramática.
Ele entende? Talvez.
Ele não entende como será difícil deixa-lo.
Ele acha que eu me viro bem sem ele.
Mas não é bem assim.
Nunca é.
Estou com medo.
Medo de acabar e não achar alguém que preencha esse lugar que ele deixará na minha vida.
Ele me faz mal as vezes, mas me faz bem como ninguém.
Como lidar com tudo isso?
Onde acho um manual de instruções para vida? Cansei de ir por ai atrás de respostas. Elas existem? Não sei. Não sei de nada.
O que fazer com toda essas ideias que não sei colocar na prática e todo esse sentimento e todo esse desespero?
Não sei não sei não sei não sei não sei
nem escreve-los eu sei.
Oh Deus, por que me abandonaste?
Por que? Se sabia que eu não era Deus,
O homem atrás do óculos e dos bigodes
Drummond Drummond
Poesia é foda.
As vezes diz tudo, as vezes diz menos do que eu queria que dissesse.
Eu fui pra Minas. E Minas ainda há.
Fiquei aliviada.
A estrada é boa. Eu viveria nela. Quando estamos lá nada importa.
Eu viveria e morreria na BR 341
Eu não sei se é esse número certo. Mas estamos aí.
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não quero coisas que não sei como pronunciar
como lidar com todo esse querer
como? como?
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NÃO SEI
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Do abandono.
Faz mais de um ano que não escrevo aqui.
E isso porque havia prometido escrever mais esse ano, na verdade, o plano era criar outro blog, um "mais sério". Mas como todos os planos de ano novo, fui deixando para o próximo mês e o próximo mês já é 2015.
Já estão imaginando que esse é o post que eu vou resumir o ano pra vocês né?
Não sei se é isso, mas deve ser.
Essa semana, depois da aula, fiquei conversando com alguns amigos do cursinho, especialmente com uma garota quase da minha idade e que passamos por uma situação parecida de entrar em uma faculdade muito nova e acabar saindo para prestar outra mais tarde. Falamos sobre como a falta de maturidade influenciou nossa escolha errada e também a falta de encaixe no ambiente acadêmico e principalmente, como dos 18 aos 20 sofremos tantas mudanças. Me sinto uma pessoa totalmente diferente de há dois anos atrás, tanta coisa aconteceu, tantas pessoas e tantos aprendizados, foram como se houvesse passado dez anos rápidos demais.
E ando nostálgica, ouvindo músicas que ouvia há 5 anos atrás, sinto falta eu acho, de ser adolescente e não sentir todo esse cansaço. Acho que eu sentia cansaço naquela época também, mas eu tinha um certeza que com os anos ia melhorar "ah, quando eu fizer 18" eu dizia, mas nada aconteceu, uma vida inteira que era pra ser não foi, essa frase me martela. E eu tento mudar, tento fazer as coisas, mas elas fogem, vão atrás de pessoas com mais ânimo, eu acho.
Mas há as pessoas e algumas me fazem continuar, algumas não, outras apenas quando estamos bem. E nossa, como sou influenciável, nada vai bem quando algo não vai bem com alguém e doí, doí mesmo. Porque sinto as coisas passando e eu não conseguindo pegar por estar muito ocupada com coisas que eu não deveria estar.
Eu deixo tudo de lado.
Eu me animo por dez segundos e algo acontece e já era.
Eu nem sei mais o que estou escrevendo, eu só queria conseguir falar sobre tudo que eu estou sentindo, mas são tantas coisas na cabeça e tão poucos cigarros pra acalma-las.
Esse texto era pra ser sobre 2014, mas acabou sendo sobre como eu estou me sentindo nesse final de ano e sobre como as coisas mudam, mas nem tanto assim.
E é isso.
A vida gira e sempre bota tudo no lugar (no mesmo, as vezes).
E isso porque havia prometido escrever mais esse ano, na verdade, o plano era criar outro blog, um "mais sério". Mas como todos os planos de ano novo, fui deixando para o próximo mês e o próximo mês já é 2015.
Já estão imaginando que esse é o post que eu vou resumir o ano pra vocês né?
Não sei se é isso, mas deve ser.
Essa semana, depois da aula, fiquei conversando com alguns amigos do cursinho, especialmente com uma garota quase da minha idade e que passamos por uma situação parecida de entrar em uma faculdade muito nova e acabar saindo para prestar outra mais tarde. Falamos sobre como a falta de maturidade influenciou nossa escolha errada e também a falta de encaixe no ambiente acadêmico e principalmente, como dos 18 aos 20 sofremos tantas mudanças. Me sinto uma pessoa totalmente diferente de há dois anos atrás, tanta coisa aconteceu, tantas pessoas e tantos aprendizados, foram como se houvesse passado dez anos rápidos demais.
E ando nostálgica, ouvindo músicas que ouvia há 5 anos atrás, sinto falta eu acho, de ser adolescente e não sentir todo esse cansaço. Acho que eu sentia cansaço naquela época também, mas eu tinha um certeza que com os anos ia melhorar "ah, quando eu fizer 18" eu dizia, mas nada aconteceu, uma vida inteira que era pra ser não foi, essa frase me martela. E eu tento mudar, tento fazer as coisas, mas elas fogem, vão atrás de pessoas com mais ânimo, eu acho.
Mas há as pessoas e algumas me fazem continuar, algumas não, outras apenas quando estamos bem. E nossa, como sou influenciável, nada vai bem quando algo não vai bem com alguém e doí, doí mesmo. Porque sinto as coisas passando e eu não conseguindo pegar por estar muito ocupada com coisas que eu não deveria estar.
Eu deixo tudo de lado.
Eu me animo por dez segundos e algo acontece e já era.
Eu nem sei mais o que estou escrevendo, eu só queria conseguir falar sobre tudo que eu estou sentindo, mas são tantas coisas na cabeça e tão poucos cigarros pra acalma-las.
Esse texto era pra ser sobre 2014, mas acabou sendo sobre como eu estou me sentindo nesse final de ano e sobre como as coisas mudam, mas nem tanto assim.
E é isso.
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terça-feira, 24 de dezembro de 2013
Sorô.
Já tô passando pelos momentos de reflexão e gratidão de fim de ano. Semana passada escrevi um texto com várias reflexões sobre esse ano meio, meio, meio.... sei lá que foi 2013.
Foi também um tanto quanto negativo com ele, então resolvi me voltar para a gratidão que sinto por esse ano, pois ele também me trouxe coisa boa.
Foi nesse ano que eu aprendi o que significa sororidade, no sentido teórico e prático.
E devo isso, primeiramente a Bruna Alvaquenga <3, que depois de muito tempo sem me ver ressurgiu na minha vida trazendo coisas infindáveis pra somar, inclusive água da fonte da juventude (rolê contigo fez com que eu me sentisse jovem de novo! rs), receita de batata no forno e especialmente as outras pessoas que me apresentaram esse mundo novo e maravilhoso chamado feminismo que eu nunca tinha me aprofundado tanto a ponto de senti-lo como um amor entre todas as irmãs.
Obrigada Laí por ser um exemplo de militante que se entrega a causa com uma paixão tão linda e quente que contagia, você é a luz daquele detran, e o canto daquele detran é seu! (do detran e do mundo, gata!)
E obrigada Thay por ser essa garota maluca e linda e diva e fada e bruxa, que me passa uma força que mostra que a gente pode tudo, até combinar bolsa com sapato. rs
Gratidão meu bonde! Esse ano de 2013 aprendi o que é sororidade e foi graças a vocês <3
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
Two Fingers
Para escutar enquanto lê:
Eu acredito que a noite do dia 31/12 para 01/01 é uma noite mágica, que determina o tom que terá o restante do ano. E não é uma dedução qualquer, é empírica. Todo ano em que aconteceu algo ruim na minha noite de Réveillon, foi um ano que eu não pude chamar de bom.
Esse ano foi assim, logo na primeira madrugada do ano teve muita briga e coisas ruins e até o inicio de setembro minha vida também foi assim, repleta de brigas e coisas ruins.
Quero tentar não falar muito sobre esses primeiros nove meses do ano para não parecer que estou dramatizando, mas o básico é que me envolvi com uma pessoa para tentar esquecer outra e me prendi a essa pessoa de um jeito meio doentio que juntando com o caráter dessa pessoa se transformou em uma relação totalmente abusiva e que me sugou e me isolou.
Eu consegui me libertar, depois de muitas tentativas e medos, afinal, meu maior medo sempre foi ficar sozinha e era nisso que ele sempre insistiu para me fazer ficar ao seu lado.
E o mês da independência do Brasil foi o a da minha também, larguei o babaca, voltei a falar com os meus amigos, a sair, a receber gente em casa, a passar maquiagem, a usar vestido... Fui viajar, fui reencontrar meu verdadeiro amor, fui conhecer gente nova que eu quero que fique pra sempre na minha vida, fui viajar de novo e aqui estou eu, voltando a escrever algo não depressivo no meu blog.
Essa música resume bem o que eu senti nesse "final" de 2013:
So I kiss goodbye to every little ounce of pain
Então
eu dou um beijo de adeus a cada pequena dor
Light a cigarette and wish the world away
Light a cigarette and wish the world away
Acendo um cigarro e desejo o mundo distante
I got out I got out out alive and I'm here to stay
I got out I got out out alive and I'm here to stay
Eu saí, eu saí, estou vivo e estou aqui pra ficar
So I hold two fingers up to yesterday
So I hold two fingers up to yesterday
Então eu segurei dois dedos para o ontem
Light a cigarette and smoke it all away
Light a cigarette and smoke it all away
Acendi um cigarro e fumei tudo para fora
I got out I got out out alive and I'm here to stay
I got out I got out out alive and I'm here to stay
Eu saí, eu saí, estou vivo
e estou aqui pra ficar
Eu mandei um beijo de adeus para toda dor, fumei as coisas ruins pra fora e havia saído da minha vida, mas agora estou viva e estou aqui para ficar.
E que venha 2014, que eu espero que esteja mais pra uma música do Forfun:
"Hoje eu vou ver a vida, viver grandes amores
Mosaicos, malabares, perfumes, sabores
Saltar das cachoeiras, vestir um pano liso
Viver com o necessário e não mais que o preciso"
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sexta-feira, 9 de agosto de 2013
Escriviendos confusos.
Minha mão anda coçando para escrever.
Mas a minha cabeça só tá coçando, naquele sentido de preguiça mesmo.
É dureza.
Tem tanta coisa dentro de mim, tanto sentimento, tantos humores, tanto tudo que tá tudo um saco.
Difícil explicar, fico até pesquisando Freud pra ver se ele explica alguma coisa e me dá uma luz.
Parâmetro 1:
Olga Elis, 19 anos, funcionária pública no Detran, mora com o namorado, vê algumas séries, come muita pizza, vai a biblioteca, tem um gato e vai visitar os pais de vez em quando.
Parâmetro 2:
Lola Roschel, 19 anos, trabalha porque tem pagar as faturas de cartão de crédito, em um relacionamento intenso demais, largou a faculdade porque estava confusa, tem crises de pânicos de vez em quando, chora muito, se estressa por qualquer coisa, persegue pessoas e faz coisas para magoar as pessoas que a amam.
Mas a minha cabeça só tá coçando, naquele sentido de preguiça mesmo.
É dureza.
Tem tanta coisa dentro de mim, tanto sentimento, tantos humores, tanto tudo que tá tudo um saco.
Difícil explicar, fico até pesquisando Freud pra ver se ele explica alguma coisa e me dá uma luz.
Parâmetro 1:
Olga Elis, 19 anos, funcionária pública no Detran, mora com o namorado, vê algumas séries, come muita pizza, vai a biblioteca, tem um gato e vai visitar os pais de vez em quando.
Parâmetro 2:
Lola Roschel, 19 anos, trabalha porque tem pagar as faturas de cartão de crédito, em um relacionamento intenso demais, largou a faculdade porque estava confusa, tem crises de pânicos de vez em quando, chora muito, se estressa por qualquer coisa, persegue pessoas e faz coisas para magoar as pessoas que a amam.
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Singela homenagem a Drummond.
Poema de sete faces
Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.
As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.
O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.
O homem atrás do bigode
é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do bigode,
Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus
se sabias que eu era fraco.
Mundo mundo vasto mundo,
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.
Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo.
(E as indagações são as mesma. Por que me abandonaste?)
sábado, 27 de outubro de 2012
O fim e algo mais.
(Essa aqui é para ouvir enquanto lê)
Pensei em escrever algo sobre o fim, de novo.
É um bom jeito de dar ponto final num história, escrevendo sobre ela e colocando um milhão de pontos finais no texto.
Não, não superei. Estou chorando com cada música do Camelo que eu ouço. Mas eu sei que vai passar. Tudo passa, mesmo que algo em tudo que passa fique.
E sim, no fundo, eu tenho uma vontadezinha de esperança de voltar, de "ele vai perceber que, na verdade, me ama sim e vai me ligar me pedindo pra voltar, vamos casar e sermos felizes para sempre". Não me julguem, sou uma pobre romântica.
Contudo, tenho consciência que não acontecerá nada disso. Ele não poderia ser mais claro.
Eu: Você me ama?
Ele: Não.
Difícil explicar como isso doí. Só quem já passou pode saber. Parece que tudo o que faz da sua vida é errado, é insuficiente... Não ser a pessoa certa para a nossa pessoa certa é uma das coisas mais injustas que existem no mundo.
Eu fico a me julgar, o que eu fiz de errado? O que eu não fiz? É o que eu sou? O que eu não sou?
Procuro me lembrar que o problema não está em mim, mas nele. Porém, acho que não acredito nisso o suficiente.
A única solução que eu vejo é não amar, para assim, poder ser amada.
Pensei em escrever algo sobre o fim, de novo.
É um bom jeito de dar ponto final num história, escrevendo sobre ela e colocando um milhão de pontos finais no texto.
Não, não superei. Estou chorando com cada música do Camelo que eu ouço. Mas eu sei que vai passar. Tudo passa, mesmo que algo em tudo que passa fique.
E sim, no fundo, eu tenho uma vontadezinha de esperança de voltar, de "ele vai perceber que, na verdade, me ama sim e vai me ligar me pedindo pra voltar, vamos casar e sermos felizes para sempre". Não me julguem, sou uma pobre romântica.
Contudo, tenho consciência que não acontecerá nada disso. Ele não poderia ser mais claro.
Eu: Você me ama?
Ele: Não.
Difícil explicar como isso doí. Só quem já passou pode saber. Parece que tudo o que faz da sua vida é errado, é insuficiente... Não ser a pessoa certa para a nossa pessoa certa é uma das coisas mais injustas que existem no mundo.
Eu fico a me julgar, o que eu fiz de errado? O que eu não fiz? É o que eu sou? O que eu não sou?
Procuro me lembrar que o problema não está em mim, mas nele. Porém, acho que não acredito nisso o suficiente.
A única solução que eu vejo é não amar, para assim, poder ser amada.
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sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Stella Artois
Eu olho de novo aquelas duas garrafas da sua cerveja preferida na minha geladeira, você as deixou aqui no último dia que ficamos juntos realmente.
Você voltava de um show que não me convidou para ir e eu já havia voltado de um outro que eu havia insistido para que você fosse comigo. Aquela noite eu estava tão feliz por você ter aceitado finalmente um convite meu que até esqueci tudo isso e todos os choros da semana anterior, estava tão feliz que fiz uma torta para você e comprei sua cerveja preferida.
Você também comprou, junto com um chocolate pra mim. E eu fiquei achando que aquilo era tudo de mais lindo que existe no mundo.
Você voltava de um show que não me convidou para ir e eu já havia voltado de um outro que eu havia insistido para que você fosse comigo. Aquela noite eu estava tão feliz por você ter aceitado finalmente um convite meu que até esqueci tudo isso e todos os choros da semana anterior, estava tão feliz que fiz uma torta para você e comprei sua cerveja preferida.
Você também comprou, junto com um chocolate pra mim. E eu fiquei achando que aquilo era tudo de mais lindo que existe no mundo.
Agora, eu olho de novo aquelas cervejas e só consigo pensar se bebe-las iria te atingir de alguma forma, se você se importaria. Eu sei que não, eu poderia beber sua cerveja preferida fazendo sexo com outro cara que você não ligaria, não é?
Então eu me imagino bebendo-as junto com outras mil, na frente da sua casa, bebendo e jogando as garrafas no seu portão, na sua casa, no seu cachorro, em você...
Tudo isso só para sua vida ficar cheia de cacos de vidros, que são frios e machucam.
Igual a você.
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Paulicéia desvairada.
São Paulo é uma poesia triste, fria e satânica.
Mas é bela.
Paulistas são frios, tristes e satânicos.
Mas são belos.
Quando a garoa cai e as luzes acendem,
você acende um cigarro e pensa:
"Caralho" do alto de um arranha-ceú.
Arranha-ceú machuca o ceú?
Minha relação com São Paulo é uma chuva de clichês.
Chuva não, garoa.
Ah...
São Paulo é um labirinto místico, já dizia o poeta paulista.
Pra mim é um poço.
De sentimentos, pessoas, feíura e beleza.
(Escrito da janela do 1606 do Ed. Fortuna, Rua Santo Amaro. Em algum lugar em dezembro de 2011. Descoberto no sofá do 1606 do Ed. Fortuna, Rua Santo Amaro. Hoje.)
Mas é bela.
Paulistas são frios, tristes e satânicos.
Mas são belos.
Quando a garoa cai e as luzes acendem,
você acende um cigarro e pensa:
"Caralho" do alto de um arranha-ceú.
Arranha-ceú machuca o ceú?
Minha relação com São Paulo é uma chuva de clichês.
Chuva não, garoa.
Ah...
São Paulo é um labirinto místico, já dizia o poeta paulista.
Pra mim é um poço.
De sentimentos, pessoas, feíura e beleza.
(Escrito da janela do 1606 do Ed. Fortuna, Rua Santo Amaro. Em algum lugar em dezembro de 2011. Descoberto no sofá do 1606 do Ed. Fortuna, Rua Santo Amaro. Hoje.)
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Do desejo.
Eu tenho um desejo louco de ter um filho. Agora.
Tudo começou quando eu passei uma semana com a possibilidade de estar grávida na cabeça.
Meus sentimentos em relação a isso foram tão variados que só de lembrar já fico confusa. Mas basicamente foi assim: negação, confusão, desespero, tristeza, aceitação e felicidade.
Sim, felicidade. Durante aquela semana eu comecei a gostar daquele serzinho que poderia estar crescendo dentro de mim, eu o queria e estava feliz por ele existir.
Mas nessa felicidade também vinha um sentimento confuso de culpa, de "como eu posso querer algo que vai atrapalhar toda a minha vida?". Era estranho.
Dois testes de gravidez negativos mais tarde, eu ainda tinhaesperança dúvidas, mas quando minha menstruação veio dando a certeza que aquele serzinho não existia, eu até me senti aliviada, mas também me senti triste. Eu já o queria, eu já o desejava.
E esse é o ponto. Certa vez me disseram que quando um pensamento vira desejo, ele tem que ser realizado, senão vira frustração, difícil de abandonar. Acho que era isso, de qualquer jeito, é isso.
E agora eu me pego o tempo inteiro pensando em ter um filho, as vezes quando estou deitada sozinha chego ao cúmulo de ficar passando a mão na minha barriga e fingindo que tem algo lá dentro...
Crio teses inteiras na minha cabeça tentando dar explicação a isso, porém, tudo e nada se encaixa.
Mas a mais plausível dessas teses é que esse meu desejo é na verdade o desejo de dar peso a essa minha insustentável leveza do ser, um peso que dará realidade a minha vida, um peso que só uma responsabilidade eterna de ser para um outro ser pode dar.
Tudo começou quando eu passei uma semana com a possibilidade de estar grávida na cabeça.
Meus sentimentos em relação a isso foram tão variados que só de lembrar já fico confusa. Mas basicamente foi assim: negação, confusão, desespero, tristeza, aceitação e felicidade.
Sim, felicidade. Durante aquela semana eu comecei a gostar daquele serzinho que poderia estar crescendo dentro de mim, eu o queria e estava feliz por ele existir.
Mas nessa felicidade também vinha um sentimento confuso de culpa, de "como eu posso querer algo que vai atrapalhar toda a minha vida?". Era estranho.
Dois testes de gravidez negativos mais tarde, eu ainda tinha
E esse é o ponto. Certa vez me disseram que quando um pensamento vira desejo, ele tem que ser realizado, senão vira frustração, difícil de abandonar. Acho que era isso, de qualquer jeito, é isso.
E agora eu me pego o tempo inteiro pensando em ter um filho, as vezes quando estou deitada sozinha chego ao cúmulo de ficar passando a mão na minha barriga e fingindo que tem algo lá dentro...
Crio teses inteiras na minha cabeça tentando dar explicação a isso, porém, tudo e nada se encaixa.
Mas a mais plausível dessas teses é que esse meu desejo é na verdade o desejo de dar peso a essa minha insustentável leveza do ser, um peso que dará realidade a minha vida, um peso que só uma responsabilidade eterna de ser para um outro ser pode dar.
sexta-feira, 15 de junho de 2012
"Fala pra ele que ele é um sonho bom que mudou o tom da tua vida."
Já faz um tempo que eu queria te escrever algo, algo que traduzisse essa coisa que sinto quando penso em nós dois e em como tem sido te ter ao meu lado.
Estava me lembrando de cada dia que passamos juntos e conclui que não teve nenhum que eu tenha querido não estar contigo. E conclui também que eu só deveria te agradecer, agradecer por todas as noites dormindo ao meu lado, por ter me abraçado enquanto eu chorava minhas mágoas adormecidas e até por ter cuidado de mim quando eu estava doente.
Engraçado como escrevendo isso me sinto mais nua do que nunca a sua frente.
Mas já passei do ponto de ficar na defensiva, naquele dia que eu te disse "eu te amo" sem querer, eu me entreguei a você. Sem jogos. Sem esconderijos.
Me doí que você não entenda tudo isso. Que você ainda esteja na defensiva e não acredite que por você eu faria tudo e faria sem ressentimentos, sem tristeza...
Estava me lembrando de cada dia que passamos juntos e conclui que não teve nenhum que eu tenha querido não estar contigo. E conclui também que eu só deveria te agradecer, agradecer por todas as noites dormindo ao meu lado, por ter me abraçado enquanto eu chorava minhas mágoas adormecidas e até por ter cuidado de mim quando eu estava doente.
Engraçado como escrevendo isso me sinto mais nua do que nunca a sua frente.
Mas já passei do ponto de ficar na defensiva, naquele dia que eu te disse "eu te amo" sem querer, eu me entreguei a você. Sem jogos. Sem esconderijos.
Me doí que você não entenda tudo isso. Que você ainda esteja na defensiva e não acredite que por você eu faria tudo e faria sem ressentimentos, sem tristeza...
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Num lugar qualquer.
Como dois estranhos, cada um na sua estrada, nos deparamos, numa esquina, num lugar comum.
E aí? quais são seus planos? Eu até que tenho vários, se me acompanhar, no caminho eu posso te contar.
E mesmo assim, queria te perguntar, e você tem ai contigo alguma coisa pra me dar, se tem espaço de sobra no seu coração. Quer levar minha bagagem ou não?
E pelo visto, vou te inserir na minha paisagem e você vai me ensinar as suas verdades. E se pensar, a gente já queria tudo isso desde o inicio.
De dia, vou me mostrar de longe. De noite, você verá de perto o certo e o incerto, a gente vai saber.
E mesmo assim, queria te contar que eu talvez tenha aqui comigo, eu tenho alguma coisa pra te dar. Tem espaço de sobra no meu coração. Eu vou levar sua bagagem e o que mais estiver à mão.
Tiê
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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
E mesmo sem te ver, acho até que estou indo bem. (13/01/12)
Era noite bonita, no parque verde da cidade cinza, pessoas e a pessoa.
Sim, um novo colonizador.
Chega desses nativos.
O que eu tô querendo é uma nova ordem mundial nesse meu mundo pequeno.
Sim, um novo colonizador.
Chega desses nativos.
O que eu tô querendo é uma nova ordem mundial nesse meu mundo pequeno.
domingo, 15 de janeiro de 2012
E é o fim, é o fim, é o fim... (eu espero)
Eu queria te escrever um adeus, mas acho que isso não é o bastante.
Não sei como toda a nossa pequena história foi para você, para mim foi tudo.
Então como poderia apenas fingir que nada aconteceu entre nós e te tratar como mais um amigo?
Não sei, não sei de nada. Tem outra pessoa agora e ele está me ajudando no meu trabalho de te tirar da minha cabeça, ele é tudo que você não foi pra mim nesses últimos tempos, mas como explicar que eu ainda penso em você?
Porra, a verdade é que eu queria te fazer sofrer, muito. Algo em mim diz que isso me faria bem, será que faria?
Não sei como toda a nossa pequena história foi para você, para mim foi tudo.
Então como poderia apenas fingir que nada aconteceu entre nós e te tratar como mais um amigo?
Não sei, não sei de nada. Tem outra pessoa agora e ele está me ajudando no meu trabalho de te tirar da minha cabeça, ele é tudo que você não foi pra mim nesses últimos tempos, mas como explicar que eu ainda penso em você?
Porra, a verdade é que eu queria te fazer sofrer, muito. Algo em mim diz que isso me faria bem, será que faria?
Poeminha.
E quando ele chegou, o meu amor digo, me disse:
Decifra-me ou te devoro.
Eu, por incapacidade mesmo, não decifrei-o e devorada fui.
Nada sou agora do que a ideia de algo que foi consumida por um algo maior.
Decifra-me ou te devoro.
Eu, por incapacidade mesmo, não decifrei-o e devorada fui.
Nada sou agora do que a ideia de algo que foi consumida por um algo maior.
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Tantrismo
Tarde de inverno, uma livraria pequena abarrotada de livros de todos os tipos, tamanhos, cores e formas. Duas atendentes jogando conversa fora. E nós ali, folheando alguns volumes, andando de mãos dadas pelas prateleiras, seu perfume se misturava com o cheiro de livros novos, o que me deixava estranhamente excitada.
Começamos uma brincadeiranada inocente. Olha, chama, foge, puxa, corre e eis que no meio da sessão infantil eu te jogo em uma prateleira repleta de livros com figuras coloridas e histórias felizes...
E no beijo, seu beijo quente e terno, eu o abraçava, passava a mão pela barriga dele só para ver sua melhor cara de de excitação controlada e ele me devolvia com apertos fortes como se para aliviar a tensão de instintos reprimidos. Era uma brincadeira, um jogo, dois amantes competindo quem era mais forte nesse tantrismo.
Nenhum de nós. Apenas amaldiçoávamos cada pessoa em volta por estar ali nos impedindo de cair no chão, entre livros de figuras coloridas e histórias felizes, e nos tornarmos um só.
Começamos uma brincadeira
E no beijo, seu beijo quente e terno, eu o abraçava, passava a mão pela barriga dele só para ver sua melhor cara de de excitação controlada e ele me devolvia com apertos fortes como se para aliviar a tensão de instintos reprimidos. Era uma brincadeira, um jogo, dois amantes competindo quem era mais forte nesse tantrismo.
Nenhum de nós. Apenas amaldiçoávamos cada pessoa em volta por estar ali nos impedindo de cair no chão, entre livros de figuras coloridas e histórias felizes, e nos tornarmos um só.
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Um sonho só.
Poderíamos casar, teríamos um apartamento, tomaríamos café as cinco da tarde, discordaríamos quanto a cor das cortinas, não arrumaríamos a cama diariamente, a geladeira seria repleta de congelados e coca-cola, o armário de porcarias, adiaríamos o despertador umas trinta vezes, sentaríamos na sala de pijama e pantufas, sairíamos pra jantar em dia de chuva e chegaríamos encharcados, nos beijaríamos no meio de alguma frase, você pegaria no sono com a mão no meu cabelo e eu, escutando sua respiração. Eu riria sem motivo e você perguntaria porque, eu não responderia, saberíamos.
Caio Fernando Abreu
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terça-feira, 13 de setembro de 2011
Soneto a quatro mãos.
" Tudo de amor que existe em mim foi dado.
Tudo que fala em mim de amor foi dito.
Do nada em mim o amor fez o infinito
Que por muito tornou-me escravizado."
Vinícius de Moraes.
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terça-feira, 16 de agosto de 2011
Mais do mesmo.
Eu estou aqui hoje porque estou com uma vontade imensa de falar e não tem ninguém certo para me ouvir, na verdade, tem certas coisas que é bem melhor falar para estranhos.
Eu estou em uma fase boa, tudo parece lindo. Tudo está lindo, mas é o tudo lindo relativo da vida. O tudo lindo, não tão lindo. Tem coisas muito confusas, muitas pressões, muitas vontades minhas, muitas vontades de outras, muitas vontades convergentes e divergentes.
E sabe, eu descobri que sou mimada. Fico realmente triste quando as coisas não saem do meu jeito e acho uma chateação ter que fazer o que os outros querem.
Passei a vida inteira falando que meu irmão mais novo era uma criança mimada e no alto dos meus não tão curtos e nem tão longos 17 anos descubro que eu sou a mimada. Não que ele não seja, ele é. Mas eu também sou. E nem sei porque estou escrevendo isso, vou perder credibilidade com vocês, eu acho. rs
Sabe, eu aprendi muito sobre mim nessa viagem.
Nossa, faz tanto tempo que não posto aqui que nem contei que viajei.
Bom, passei esse último mês de Julho inteiro na França, mas precisamente em Paris.
Sozinha, realmente muito sozinha.
Foi bom. Foi um mês sabático de auto-conhecimento.
Agora cá estou eu com muita informação sobre mim mesma e sem saber como coordena-las de uma jeito que eu possa me entender um pouco melhor.
Mas, tem algumas coisas que eu aprendi, por exemplo, é realmente verdade o que as pessoas dizem sobre tudo ser melhor quando você está com as pessoas que você gosta. Sempre achei sentimentalismo exagerado e que eu sempre me viraria muito bem sozinha em qualquer lugar. Porém, não foi bem assim, eu me virei, mas senti uma imensa falta o tempo inteiro. Uma falta de alguém, de ninguém especifico ou de muitas pessoas especificas, mas uma falta enorme e doida.
Bom, voltando ao Brasil. Estou ai com umas coisas a mais na cabeça, porque vocês me conhecem, eu só arranjo complicações pra minha cabeça. Não sei se essa minha mania enorme de ter um enredo digno de Woody Allen pro filme da minha vida vem da minha paixão por cinema. É que talento pra ser um Woody Allen eu não tenho, mas vontade sim. Então fico nisso.
Ah, merda. Como sou confusa. Aposto que daqui a alguns meses lerei isso e falarei: "Puta merda, como eu escrevo mal e sou totalmente desprovida de sentido, vou excluir esse blog."
Bom, wherever.
Acho que já escrevi besteiras de mais.
Até meu próximo surto.
Eu estou em uma fase boa, tudo parece lindo. Tudo está lindo, mas é o tudo lindo relativo da vida. O tudo lindo, não tão lindo. Tem coisas muito confusas, muitas pressões, muitas vontades minhas, muitas vontades de outras, muitas vontades convergentes e divergentes.
E sabe, eu descobri que sou mimada. Fico realmente triste quando as coisas não saem do meu jeito e acho uma chateação ter que fazer o que os outros querem.
Passei a vida inteira falando que meu irmão mais novo era uma criança mimada e no alto dos meus não tão curtos e nem tão longos 17 anos descubro que eu sou a mimada. Não que ele não seja, ele é. Mas eu também sou. E nem sei porque estou escrevendo isso, vou perder credibilidade com vocês, eu acho. rs
Sabe, eu aprendi muito sobre mim nessa viagem.
Nossa, faz tanto tempo que não posto aqui que nem contei que viajei.
Bom, passei esse último mês de Julho inteiro na França, mas precisamente em Paris.
Sozinha, realmente muito sozinha.
Foi bom. Foi um mês sabático de auto-conhecimento.
Agora cá estou eu com muita informação sobre mim mesma e sem saber como coordena-las de uma jeito que eu possa me entender um pouco melhor.
Mas, tem algumas coisas que eu aprendi, por exemplo, é realmente verdade o que as pessoas dizem sobre tudo ser melhor quando você está com as pessoas que você gosta. Sempre achei sentimentalismo exagerado e que eu sempre me viraria muito bem sozinha em qualquer lugar. Porém, não foi bem assim, eu me virei, mas senti uma imensa falta o tempo inteiro. Uma falta de alguém, de ninguém especifico ou de muitas pessoas especificas, mas uma falta enorme e doida.
Bom, voltando ao Brasil. Estou ai com umas coisas a mais na cabeça, porque vocês me conhecem, eu só arranjo complicações pra minha cabeça. Não sei se essa minha mania enorme de ter um enredo digno de Woody Allen pro filme da minha vida vem da minha paixão por cinema. É que talento pra ser um Woody Allen eu não tenho, mas vontade sim. Então fico nisso.
Ah, merda. Como sou confusa. Aposto que daqui a alguns meses lerei isso e falarei: "Puta merda, como eu escrevo mal e sou totalmente desprovida de sentido, vou excluir esse blog."
Bom, wherever.
Acho que já escrevi besteiras de mais.
Até meu próximo surto.
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